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A rica colheita da conferencia participativa UTOPIKON

„Não somente falar sobre utopia, mas viver utopia“ era o lema da conferencia UTOPIKON, que aconteceu do 5 ao 7/11 na Fórum Factory em Berlim. O evento, no qual participaram cerca de 300 pessoas, foi organizado por living utopia, uma rede de ações. 

Os ativistas organizados na rede living utopia promovem uma vida vegana, ecológica, solidária e livre de dinheiro, tentando de desenvolver novas estruturas e formas de organização.

Nesse fim de semana se tratava da transformação do sistema econômico, para tanto foram convidados quatro palestrantes e foram realizados muitas oficinas para aprofundar os temas. No segundo dia foram propostos ideias e projetos no “Café Mundial” e no “Mercado das possibilidades”.

 

jakob-planung-utopikon

Central foi a pergunta, como a economia pode se tornar – no sentido original do “oikos” – uma sociedade com a participação de todos/as, mas também foi tratada a questão básica como queremos viver.

Utopikon – Planejamento, todos os desenhos de Jakob Kohlbrenner

A UTOPIKON deu uma resposta, mostrando que é possivel realizar uma conferencia com 300 participantes sem dinheiro e abrir assim a possibilidade de pensar e praticar uma sociedade mas livre de dinheiro.

A realização do evento foi possível pelas contribuicoes voluntárias da equipe de organizão, a oferta da comida pelo foodsharing e doacoes. Forum Factory liberou a utilização do espaco, situado no centro de Berlim.

Ideal foi a divisão numa entrada, um bar, onde uma arvóre (filtro) ofereceu agua filtrada e tinha agua quente para chá e café, com uma sala grande e varias salas para as oficinas.

wasserbaum

Em frente da porta muitas pessoas ajudaram numa tenda na preparação da comida vegana em enormes cassarolas.

Lógico, que as refeicoes e a inscrição na conferencia eram graduitos, um presente para as cerca 300 pessoas, que foram sorteadas entre mais de 800 inscritos. Nem foi um problema quando 50 dos sorteados dessistiram no último momento, muitos estavam prontos para substituirlos. Todas e todos que aceitaram o presente estavam aí para desenvolver também algo e assim era a energia durante o fim de semana.

Tinha espaços para descansar ou ler, e um grupo de awareness (consciencia) cuidava do decorrer harmonico das atividades. A questao de genero ganhou atenção especial e foi praticada na forma do banheiro livre de genero, assim que ninguem se sinta excluído.

Também tinha um canto para práticar a troca de roupas e outras coisas, que mudaram de mãos.

                                       

 buechertisch                                                          

                   A mesa de publicações mostrou, quantos livros sobre os temas foram publicados

 

 

Os projetos, iniciativas e redes são na Alemanha como em todo o mundo tão numerosos, que é impossível manter um registro. Isso vale também para os commons, que surgiram más além do mercado e do estado. Comunidades, que funcionam conforme outra logica que o pensamento capitalista e da economia de mercado, no qual a propriedade de recursos é definida em base de direitos desde a época dos romanos.

A ativista e autora Silke Helfrich apresentou na sua palestra como exemplo a cooperativa Cecosesola em Venezuela. O abastecimento da população da região foi organizado em mais de 3.000 reuniões durante os últimos 42 anos. Cecosesola mostra, que a auto-gestão é possível, mesmo em condições muito difíceis, e que o surgimento de hierarquias pode ser evitado, quando se conversa sobre as estruturas. Nas reuniões não realizam votações nem tentam encontrar consenso, se não soluções para os problemas. Não tem diretores, todos podem fazer propostas e se diz o que precisa ser dito, não para afirmar a propiá opinião.

Commons são então uma outra forma de pensar e viver, ou como disse Peter Linebaugh: não existem commons sem communing, quer dizer sem comunidades e suas relações especificasIsso ainda é tão novo que não existem conceitos adequados para expressar a nova lógica.

http://commonsstrategies.org/

CECOSESOLA – Auf dem Weg https://www.youtube.com/watch?v=iM0ti-5Rh7E

 

Na oficina, que foi realizada logo depois por Silke Helfrich se tratava dos direitos de propriedade, que foram definidos desde o tempo dos romanos. Commons oferecem muitas possibilidades de encontrar soluções para chegar a um uso justo, livre e sustentável dos recursos. Desafios são a superação do egoismo, do medo e da submissão, como também o exercício de novas praticas, que foram tematizados na roda da oficina ao exemplo do comportamento na fala.

http://commonsstrategies.org/

 Video: CECOSESOLA – no caminho

ção

www.postwachstumsoekonomie.org

Vários autores confirmam, que o capitalismo está desmoronando diante de nossos olhos, como Jeremy Rifkin (A sociedade do Custo Marginal Zero), David Graeber (Dividas) ou Paul Mason, que anuncia a época do pós-capitalismo. A economista Friedericke Habermann resumiu suas tésis e descreveu na sua keynote a economia do futuro como Ecommony, que tem os commons como base, e na qual se trata de posse invés da propriedade. Isso significa, que você pode morar numa casa, mas não pode vender-la, e se desocupar a comunidade decide, quem vai ser o próximo morador. Além do conceito da Ecommony, Friederick apresentou a abreviação FEE (Fülle Erzeugende Ecommony) que está por uma economia, que gera abundancia, invés de um sistema que provoca a escassez sem a qual não pode funcionar.

Disso faz parte também a falta de tempo, a qual se dedica Gerrit von Jorck. O economista renuncia conscientemente a uma carreira e vive de pouco dinheiro, porque para ele o tempo é mais importante, inclusive para dedicar-se para o bem estar de tempo para todos. Ao exemplo dos seus pais explica, como é exigido de enfermeiras de tratar seus pacientes em tatos de minutos ou como seu pai começou a treinar na bicicleta para poder acompanhar o ritmo de trabalho na empresa.

Na sociedade da concorrência também o tempo é distribuído de forma desigual, para superar a forma de vida imperial seria necessário de desacelerar e fazer um trabalho bom que serve para a sociedade sócio-ecológica. Esses são os desafios do mundo de trabalho 4.0, na qual o progresso tecnológico e as tecnologias roubam cada vez mais tempo, invés de aumentar o tempo livre. 

No Café Mundial surgiram no domingo cinco iniciativas, entre estas a proposta de Friedericke Habermann, que propos a organizacao de um encontro maior em Berlim em 2017.

Paralelamente foram apresentados projetos no Mercado das Possiblidades. Ao final segue um resumem e os contatos.

O horizonte das Utopias se amplio bastante nesse fim de semana. A UTOPIKON mostra, que existem muito mais possibilidades das que podemos imaginar, e que agora é importante de ensaiar as novas práticas sociais, com quais podemos salvar o mundo. Na prática a nossa capacidade de imaginacao se amplia e confiando nas pessoas podemos aprender de a nos juntar. Nao é a concorrencia que impulsiona o desenvolvimento, é a cooperacao e as relacoes empáticas. Resta a desejar, que surgem muito mais Utopikons no mundo todo, que deixam as utopias ganhar vida.

 

Mais informações:

Utopikon.de           livingutopia.org

Living utopia e a UTOPIKON inspiraram a ecotopika, junto com outras iniciativas como a teoria U e outras.

É o protótipo de um espaço virtual, que oferece serviços para agentes da transição, e documenta os processo de transformação pelos quais as pessoas, a sociedade e o planeta estão passando.

A intenção é de deixar esses movimentos mais visíveis e contribuir com eles, promovendo cursos, encontros e publicações online.

Veja nossa plataforma em portugues: www.agroecoculturas.org

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